sábado, 10 de março de 2012

Guga Versus Mana...Principiado por Hilda



_Sabe a evolução de todos os seres, tenho uma teoria sobre o assunto Mana. A irmã olha para o irmão, e fica escutando.
_Pois é, todos acabaram se modificando forçados pela influencia do ambiente. sabe porque as girafas tem  o pescoço mais alongado? Porque ao comerem toda a pastagem rasteira tiveram que esticar-se, para pegar os arbustos mais altos.
Os tatus por exemplo,tiveram que se adaptar para viverem no subterraneo, por terem patinhas pequenas, adiquiriram as garras afiadas e uma visão noturna. E as formigas tão minúsculas e não menos incríveis, são capazes de carregar coisas enormes, e são surdas e quase cegas.
_E sobre os humanos, de quem somos, por acaso, parentes? _pergunta a irmã.
_Dos primatas ,claro. Ela pensa um pouco e logo retruca: _Então todos os primatas teriam de ter evoluido,não acha?
_Claro que não "cabeçuda" alguns não foram forçados.
_Então se trouxermos os macacos para viver na capital, logo eles vão estar usando gravatas e pedindo cafezinho no bar?
_Ahahahahha...Pode ser. Estudamos tantas teorias sobre a evolução que qualquer hora vão dizer que somos primos de amebas,
 É sempre divertido escutar o que os filhos tem a dizer. A imaginação das crianças é elástica  e constante.
Depois de algum tempo retomaram ao assunto, os dois.
_E se fossemos nós a morar na floresta? _Ahhh! Não estás pensando que voltariamos a andar de quatro ,está?
_Porque não? _Isso se chamaria retrocesso e não evolução.
_Seria a evolução do retrocesso então.
Enquanto preparava o almoço, a mãe os escutava se rindo discretamente.Aquela conversa era pura terapia gratuita.
_Já pensou...Sem hora de escola, vestir peles, sem tomar banho...
_Meu deus! Voce descende dos porcos isso sim. Ahahahhaha _Olha quem fala! Voce que dorme naquela  bagunça...
_E voce que nem lava a cara quando acorda! Nem corta as unhas se a mãe não te mandar.
_Mãeeee! A mana esta te chamando de porca. _E o mocinho da uma risadinha matreira. A mãe faz que não escuta.
_Nem falei na mãe seu bobão. _Claro que falou, se eu sou porco...
_Voce é adotado, não te contei esta parte? _Olha ela mãe!!!
_Chega de prosa instruitiva meninos.Lavando as mãos o almoço esta sendo servido. _O menino corre ao lavabo, para chegar primeiro e volta dizendo: _Estou cheio de fome, que vamos comer mãe?
_Fiz costeletas assadas._ Os dois irmãos se olham, e caem na risada...
_Que seja, vamos comer nossos ancestrais hoje. Quanta evolução!
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Dona Dos Medos...Por Hilda Milk


A Dona Dos Medos

_Me sinto murchar na escuridão.
_Por que?
_Não sei...Me ajude por favor. Sua tristeza era tão evidente...
Vivo assim tem muito tempo. Nunca  gostei de intromissões, pois todos tem tantas críticas, não conseguem compreender a diferença entre acrescentar algo ou diminuir o próximo. Tantas certezas de tudo, é como se o mundo realmente fosse único e so existisse um caminho bom. Isso presta, aquilo não é bom. Não ande com fulano, beltrano é vagabundo. Não saia sozinha, não chegue tarde.Passei parte da vida escutando  não isso, não aquilo.
_Quem dizia!
_Minha mãe...Ahahahahhh. Agora devo entender que meu "problema" começa com ela! Todos devem mesmo começar com ela, afinal saimos de dentro da mãe não!
Depois teve os outros também doutor...Todos entoando o mesmo refrão."Não"
Mesmo quando não nos conhecem direito, parecem teem opiniões críticas e destrutivas.Quer um exemplo simples?
Uma vez tive que preencher um formulário num curso e coloquei  que minha instrução religiosa era
Judia, pois saiba que passei quase tres meses ouvindo piadinhas desagradáveis por conta disso, e olhe que nem sou praticante...Hehehe
_Mas se cansaram e pararam,não foi?
_Não doutor, o curso acabou neste prazo. Mais risos...
Até o mais  evoluido dos doutores tinha que se rir, diante de tal criatura.
Esta moça era cheia de beleza interior, tinha inteligencia, senso de realidade e consciencia da própria loucura. Um verdadeiro desafio para psicólogos que pensam que só consultar a cartilha  de bolso e já conseguem um prognóstico brilhante e preciso.
Daniel se sentia atraido por seu caso. Estão nestas conversas há tres meses e ainda não consegue identificar ou diágnosticar esta paciente, quando pensa ter encontrado o "fio" do problema ela mesmo aponta novas informações ...Olha que este era reconhecidamente  um especilaista no assunto.
Dia destes quando terminaram a consulta ela  disse-lhe sorrindo abertamente:
_Quando oficializamos nosso namoro?
O doutor Daniel ficou vermelho até a raiz dos cabelos com tal observação.
A primeira vez que esta apareceu em seu consultório, foi bem clara em dizer que só estava ali por força de sua melhor amiga.E era verdade, sua amiga Vania a trazia todas as vezes e esperava na saida.Isso aconteceu até sua quarta consulta...
_ Voce vai sim...Ou então nunca mais falo com voce.
_Como ve doutor, estou aqui por livre e espontanea pressão.
Margarida  começou a se isolar gradativamente depois da separação. O marido se foi, por causa de outra.
Isso parecia ser a causa mais relevante no seu prognóstico.Seu único contato externo era justamente Vania.
_ Não foi bem assim, se foi por que não gostava mais  de mim. Depois de dois anos de casamento, mal nos olhavamos.
Foi morar com outra azarada.Ahahahaha...
Parecia ter pouca auto-estima porém, era engraçada e bem humorada.
Conversava tanto que por vezes chegava a me confundir.
_Pare Margarida.Estamos saindo do assunto.
_É que não há mais assunto.
Daniel ficava pensando e pensando.
_Esta mulher é um emaranhado de informação.Dificil encontrar o foco.
Consultava seus colegas.
_Estas doutoradas tem problemas de relacionamento por conta dos complexos dos outros, não delas em si Daniel.
_Pois engana-se, Margarida não é doutorada, nem formada é...Mas é bem culta.
_ A questão pode estar ai mesmo. Acompanhe meu raciocínio, as pessoas em geral gostam de estar com seus iguais.Vamos ao relatório desta moça...
Margarida é moça simples.Vive uma vida simples, casa com um homem simples. Porém quando a conhece melhor, ele nota que ela não é tão simples assim. Isso complica.
Quando o marido percebe que ela é inteligente a príncipio fica muito orgulhoso de sua esposinha, mas isso pode confrontar com suas inseguranças com o passar do tempo, abalando a relação.
_Ele a deixou por ela ser inteligente!Opsss...
_Ele a deixou por se sentir inferiorizado.
_Ele foi viver com outra(igual) e ela, Margarida, se sentindo culpada se isolou.
Daniel ficava pensando demais nela...Parece forte, no entanto...
Um dia tomou iniciativa e decidiu.
_Hoje será nossa ultima consulta...
_Como! Estou boa já!?
_Voce nunca esteve doente.
_E o que faço com meus medos todos? Por que está me dispensando?
_Por que nossas conversas são ótimas e me sinto culpado de cobra-las.
Voce tem tanta coisa boa dentro da cabeça que isto está virando distração e não tratamento.
Vai fazer algo por quem precisa Margarida, tenho uma amiga que gostaria que conhecesse.
Ela trabalha com crianças carentes e precisa muito de voluntárias, quer?
Seu problema é solidão Margarida.E seu maior medo é magoar quem gosta e disso, todos corremos risco.
Não pode evitar ser quem é, como não pode também mudar os que a cerca.O isolamento não é boa opção acredite.Na melhor das hipóteses nos asseguramos todos de uma coisa, o respeito mútuo.
Há pessoas que precisam e podem gostar muito, tenho certeza, de voce.
Apartir de hoje não sou mais seu médico, voce vai sobreviver.Boa sorte.Comprimentando-a conduziu até a saída.
O tempo foi passando e Daniel não soube mais de Margarida, podia ter ligado para ela...Não, não podia. A ética não permitiria.
Certa vez  fazendo voluntariado numa ONG(organização não governamental), um destes lares, onde as crianças teem mães adotivas...Daniel teve a vaga impressão de ver  Margarida, claro que devia ser impressão esta parecia bem mais jovem  e corria com as crianças pelo gramado feito uma adolescente.
Estava atrasado, perdera tempo precioso no transito e a diretoria do abrigo o aguardava.
_Bom dia doutor Daniel.
A secretária anuncia sua chegada e o conduz a sala de reuniões.A surpresa do moço não podia ser maior.A sua frente estava..._ Margarida! Com um sorriso no olhos ela o comprimenta e convida a sentar-se.
Tudo acertado então...O doutor terapeuta daria expediente na instituição infantil tres vezes por semana.
Margarida estava bem recuperada e feliz fazendo algo por quem  realmente precisava dela._Acho que deve ser isso o que importa, fazer algo construtivo.
Quando lembrava das palavras desdenhozas do ex-marido, ficava triste mas, pensava agora  que o problema era dele e não dela.
_Quando acordo pela manhã e vejo o mundo cinza, não me importo mais pois tenho as crianças que me esperam aqui,pode que elas não saibam porém, aqui temos trocas incríveis, dou um pouco para elas e sou recompensada em muita satisfação .Por intermédio delas vamos reconstruindo as cores do mundo que pode ser melhor ou menos feio.
Rever Margarida foi bom...Daniel não entende direito as coicidencias da vida mas, algo lhe diz que os dois vão estar juntos, por algum tempo ainda.E pensar nisso, traz sensação de bem estar.
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Pintura de Jean Jacques Henner

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A Piscina à Quarta-Feira...Por Maria De Fatima Rodrigues


  A Piscina à Quarta-Feira

Bem feito! Quem é que manda as senhoras entradotas e vaidosas fazer ginástica tola, só porque não querem ter um traseiro gordo?
Céus ! Esta citação exaspera-me.
Mas porquê ? Porque é verdade. Fiquei com o traseiro assim por falta de tempo para me cuidar...Mas se de repente todos decidíssemos começar a fazer o que nos apetecesse, seria a anarquia total!
Não é verdade...o que me queres dizer com isso?

O que eu quero dizer? É simples. Eu já não sou o playboy que praticava motonáutica em Monte Carlo nos anos 70, nem tu és miss com quem eu casei. Lembras-te ? Mas....a fortuna da tua familía, eis  porque casei contigo, já nada significa para mim. Estou farto dos clichés e a do vosso novo-riquismo. Quantas imitações de Monet é que tu pensas que um homem aguenta ?
É demais para mim. Não aguento o vazio da minha existência.
Adieu, querida. Deixo-te e vou para a Índia, para fazer trabalho voluntário.

É segunda-feira...fui ao Continente no Porto. Descobri que as rações para o meu cão e gata não sofreram qualquer aumento, pelo menos até agora. Cereais Estrelitas tinham tido aumento... o pão e as bolachas, também ...os chocolates e o vinho do porto, não... menos mal...(sou doida por chocolates e um porto, enquanto saborei-o o último cigarro da noite na algazarra do Facebook)!!!
Quase €100 euros...Depois arrumo as compras no carro e vou até ao meu local favorito para tomar um café (sim mais um... neste momento estou com meia hora de pica, mas como o último de hoje foi tomado antes das cinco, tenho tempo de acalmar as ansiedades ate logo à noite, pelo que não me deve afetar o sono...)
Na esplanada, apanhei perto de meia hora de solinho na moleirinha (o sol de inverno não me faz dor-de-cabeça, e deve ser das poucas coisas que não faz...), li umas páginas do jornal, e voltei - ah, e o café, ali, continua a custar o mesmo!
Entrei em casa e fui direta para a cozinha, sem passar no banco, nem levantar os 250 euros que me depositaram extra acordo judicial. Arrumei as compras e estendi a roupa. Descarreguei a máquina da loiça... recarreguei-a. Pus sopa a fazer. Fui para a casa de banho, tirei a roupa...ainda não foi desta vez que tomei um banho na banheira c/ hidromassagem...paciência...quase que sei quem a vai inaugurar.
Pronto.
Quer isto dizer que o Einstein não tinha razão? Nope, nem por sombras, muito antes pelo contrário. É assim um bocadinho a 'teoria da inevitabilidade'... se tem de ser feito é melhor não fazer esperar, e muito importante, fazer sem pensar (e isso é uma carga de trabalhos, que eu não consigo desligar a mioleira... mas funcionou). Consegui esquecer o sábado e o domingo... enfim, a liberdade é uma maluca...sabe quanto vale um beijo...e, se for roubado, é mais saboroso.
Amanhã, combinei fazer trabalho voluntariado para que o meu Mestre não me volte a dizer:
-Não percebes nada de estória nem de homens ...Loollllll !!!!

Agora que sou dona de casa, mereço uma extravagância à quarta-feira. O meu patrão não se pode queixar...servi-lhe o pequeno almoço na cama...sem faltar o sumo de laranja, obviamente...sabes que dia é hoje?? Vou à piscina das 7 às 8, pelo caminho gosto de ouvir música...sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão, sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.
E, porque hoje é quarta-feira, nada melhor que ler Fernando Pessoa e Vinicius de Moraes. !!!
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Neste Maria De Fátima teve participação de João M.B.Nobre.:-)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Queda Da Propria Altura

— Qual seu nome? Fale comigo, seu nome?
Mal conseguindo respirar de tanta dor, resmunguei meu nome.
— A senhora desmaiou, vomitou? — Não
Me levaram as pressas para a sala das emergências com um capacete que parecia me sufocar e rapidamente me ligaram a aparelhos
A dor no rosto era insuportável e meu pescoço parecia dilacerado.
Estava no hospital da faculdade, estudantes haviam por todos os lados. Alguém fala ao telefone:
— Doutor tenho uma paciente aqui de cinquenta e um anos, queda do próprio corpo, ela não desmaiou, nem vomitou, traumatismo na face.
Em instantes uma campainha toca:
— Opa!!! Imediatamente sou retirada dos aparelhos e empurrada para um estreito corredor entre duas camas e logo vem o motivo da agitação toda. Um acidentado.
Deixei de ser o foco das atenções agora e não era mais a estrela principal dos holofotes.
— Como é seu nome? Fale comigo, o seu nome?
— Bombeiro disse que este foi encontrado atropelado...
— O senhor tem quantos anos? Rápido alguém rasgue suas calças aqui...

E eu fiquei ali, abandonada a minha própria dor. Tinha vontade de gritar, que pelo menos me medicasse. Minhas lágrimas corriam aos borbotões. Meus deuses!! Tudo doía.
Eu havia escorregado numa rampa íngreme, sem ter onde me segurar e com as mãos ocupadas, bati com a cabeça no chão e rolei dando de rosto no chão de cimento.
Por quase duas horas eu esperei pela medicação, tirei raio-X constatando que não tinha osso quebrado. Só queria ir embora pra casa agora.
O especialista em neurologia entra e se digna a me olhar, dizendo solenemente:
-A senhora vai dormir aqui esta noite para observação. Amanhã se não houver alteração no seu quadro, será liberada.
Minha dor tinha aliviado bastante, e não estava mais chorando.
Encostaram minha maca num corredor onde recebi logo, tive sorte, um colchão e um lençol.
Filhos e um pai apavorado foram para casa, prometendo voltar mais tarde trazendo coisas de primeira necessidade, escovas de dente, camiseta, lanche... Pedi que trouxessem um livro, pois com certeza não iria dormir nada naquele lugar, me ri muito mais tarde deste detalhe, como eu ia conseguir ler com aquela dor me atormentando, alguém imaginava!
A noite foi um caleidoscópio entre sonho e realidade. Nestas horas a dor, além de triste é muito solitária.
Por vezes eu me acalmava e me refugiava em lembranças boas, isso me aquecia e cochilava. Por vezes acordava sobressaltada com as emergências esbarrando em minha cama de rodinhas... Bombeiros correndo atrás de macas.
— Ocorreu um óbito agora.
— Ai!!! Me ajude a levantar... Olhei pra trás, era um senhorzinho que estava com sonda.
Todos pareciam ocupados demais para prestar atenção nele.
Um segurança que havia caído de uma escada rolante e não queria fazer tomografia.
Pela manhã, antes das seis horas, meu marido já estava do meu lado. Chegara uma moça que gritava de dor... Queria ajudar, sério! Sabia que não podia, mas, queria. Ela parecia muito jovem e gritava pela mãe.
O senhor velhinho ainda queria sentar na maca e apesar dos protestos que não podia, ele deu um jeito e caiu, se estabacando no chão.
Me senti estranha, quando a enfermeira veio e lhe passou uma reprimenda, um velhote que tinha sede, tinha vontade de sentar e não podia. Disse que tinha que ir embora por que tinha uma consulta marcada em outro hospital. Achei ridícula a explicação, ele queria sair de um hospital, para se aboletar em outro!
Só fui liberada depois das treze horas. Quando cheguei a casa queria ir dormir somente, se o rosto doloridamente inchado deixasse claro.
Minha prima me falando pelo facebook de noite, lembrou-me de uma brincadeira da infância:
— Velho quando não morre de tombo, morre de caganeira. Risos..
— Pare de me fazer rir caramba! Dói tudo. Mais risos...
Tenho a impressão que se não somos especiais para ninguém, estamos lixados, pois na hora da morte vamos sozinhos e ninguém pode fazer nada para mudar isso.
...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Hábitos e Moral...Cronica de Maria De Fatima Rodrigues


Hábitos e Moral

Das poucas coisas que nos distingue dos animais, aquelas que mais nos espantam e diferenciam, são a capacidade de raciocínio e a possibilidade de podermos escolher e decidir. Esse direito temo-lo desde que nascemos, sobretudo se vemos pela primeira vez a luz do sol num país livre e democrático, vai-se esbatendo, vai-se perdendo ao longo dos anos pela força da vida e das suas vicissitudes.
A vida vai-nos moldando, vai-nos modificando as escolhas e vai tentando conduzir-nos, muitas vezes, para onde não queremos ir. Verdades absolutas e insofismáveis levam-nos, em muitas ocasiões, a deixarmos de parte este poder de pensar e de sentir, passando a nossa preocupação a ser, única e exclusivamente, a nossa sobrevivência e a daqueles que nos estão mais próximos. Saltamos a fronteira, o comportamento deixa de ser pensado e exercido em termos de lógica humana, baseado em sentimentos, em normas e em critérios, para passar a ter uma objetividade instintiva, reagindo com base em necessidades e em interesses próprios. Ao pensarmos desta forma, equacionando o problema desa maneira, apercebemo-nos, então, do porquê de determinadas atitudes, de certos procedimentos. Percebemos, então que as pessoas sentem o que sentem, mas são levadas a agir em sentido completamente diverso. Verificamos que o ser humano se transformou, por forma a que pudesse garantir a sua sobrevivência e a dos seus, custe o que custar, doa a quem doer.
Esta capacidade, humana, apesar de tudo, de alterar o nível e a base do pensamento humano, torna-se mais notória, quando se ocupa um cargo público, quando o emprego se deve a um qualquer favor, quando a vida depende de terceiros.
Só assim se pode compreender o total alheamento de uma sociedade para com os seus próprios problemas, só assim se entende o porquê das pessoas se calarem quando lhes apeteceria flar, só assim se percebe até que ponto estão as pessoas dispostas a perderem a sua liberdade em troca da sobrevivência.
Será que a liberdade não é um preço demasiado elevado para que se possa pagar sem pensar?
Não será porventura, evidente que, com uma sociedade silenciada e amordaçada, sem capacidade de iniciativa, sem intervenção directa naquilo q lhes diz respeito, estaremos a construir um futuro (para nós, para os nossos e para os outros) amorfo e tristonho, demasiadamente simplificado e comodista?
Será que, ao acordar, não ficaremos surpreendidos por tudo aquilo que permitimos que fizessem sem que nos prenunciássemos?
Parece, pois claro e indesmentível que, a continuarmos na senda da sobrevivência nua e dura, adormecidos por um qualquer calmante de fortr poder sedativo, teremos a triste e (in)esperada surpresa de, ao acordarmos, verificarmos que a liberdade se perdeu e que o preço, pago por ela, foi demasiado elevado.
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domingo, 1 de janeiro de 2012

Nasce 2012...Por Hilda Milk

Agora é oficialmente 2012 no mundo todo

 Uma das frases que mais gostei de ouvir ontem.
_Paz agente não deseja, paz agente constrói.
Então...
O que se quer é saúde para construirmos nossa paz.
Vontade de fazer o melhor, esperar que as sementes todas brotem e cresçam, com doses de sol e água, fortes e que estas produzam bastante frutos,para que na colheita,não falte para ninguém.
Um ano novinho em folha.
Desejo é que a humanidade toda, tenha uma renovação de tudo que é bom,
para todos aqueles que realmente o queiram.
Tenho esperanças para dar e vender, se alguém se interessar!
Acredito na compreensão mútua de alguns poucos e que esta, seja altamente contagiosa
E rezo para um Deus que criou todas as coisas,não na igreja, pois nesta não cabem todos, mas em céu aberto.Venho pedir sempre, de mãos postas e humildemente, porque tenho noção de minha insignificância.
Quero encontrar o caminho da igualdade,só lá encontro meus iguais, dividir o meu pão.
Pão este que falta em tantas mesas.
Dividir o afeto, por que do contrário que se pensa, ao repartirmos este só se multiplica.
Sozinha não sou ninguém.
Sou orfã e sem teto,choro e passo fome.
Sozinha ninguém se importa,
Sozinha sou invisível,sozinha não tenho nome.
Ter alguém é importante na nossa existencia, não fosse isso, provavelmente não saberíamos o que é o amor.
e nem o senso de amizade ou a solidariedade de irmão, ou afeto incondicional de pais.
Em quase todas as filosofias existentes encontramos uma frase comum.
_Somos feitos a sua imagem e semelhança e somos seus filhos.
Então agente(JUNTO) Pode!
...Mãos a obra meu amigos, vamos construir nossa paz, aproximar as igualdades e diminuir as diferenças no mundo.
Bom Ano a todos.


sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Velho...Por Hilda Milk


Feliz Ano Velho

Ola bom dia!Venho hoje agradecer a todos amigos que me são queridos pela especial partilha deste nosso cantinho aqui, dizer também da minha alegria de ver que tantos nos leem e nos gostam.Sei que o ano não foi fácil para maioria porém, tivemos nossos momentos de alegria,emoção e descontração.Valorizemos então aquilo que a vida nos proporciona de melhor. A boa vontade no exercício de simples de belas palavras.
Somos loucos e somos sábios, somos bobos e somos reis...Somos humanos e somos engraçados.Lollll


 Feliz ano velho,aos leitores e aos escritores,Porque o novo agente ve amanhã.:-)


Um ano de saco cheio de letrinhas
Um ano de cargas de alegria
De ideias novas...
Sonhos e planos...
E bastante realizações.:-)))

Espero vocês no ano que vem aqui mesmo, nesta mesma hora.Beijo grande.